O tempo seco e a baixa umidade do ar favorecem o aumento de queimadas em terrenos baldios na Capital. De janeiro até 5 de agosto deste ano, já foram registrados 1.281 focos de incêndio na zona urbana em Campo Grande.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, em oito meses foram atendidas 363 ocorrências de focos de incêndio a menos que nos 12 meses do ano passado, o que equivale 22% a menos que 2023. Ainda faltando quatro meses para acabar o ano, é possível que os números deste ano ultrapassem 2022.
Segundo o Centro de monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), Campo Grande registrou a menor umidade relativa do ar na última semana, que foi de 20%. E já fazem 54 dias sem chuva na Capital.

E para pessoas que têm problemas respiratórios, se torna uma época muito perigosa. Afinal ar seco e a fumaça das queimadas prejudicam a saúde. Muitos destes focos de incêndio são provocados por pessoas que ateiam fogo em terrenos baldios, inclusive, vários casos já foram registrados por câmeras de segurança nos bairros da cidade.

Heloina Godoy, de 56 anos, diz que os principais responsáveis pelas queimadas em terrenos são os proprietários dos mesmos. Para ela uma multa pode influenciar as pessoas a evitar queimadas.

Já a acadêmica Ayla Corrêa, de 21 anos, acredita que a pena de prisão pode gerar medo e fazer com que as pessoas reduzam as queimadas por medo.

A acadêmica de psicologia, Barbara, de 20 anos diz: “Eu acho que deveria ser motivo de prisão, porque é falta de caráter, não só pelos animais, mas também com o meio ambiente, as pessoas estão se matando praticamente. Talvez a prisão poderia resolver, mas como eles iriam prender e soltar logo, acho que a multa compensaria mais no estado”.

Na maioria dos casos a pena de prisão não é a mais recorrida, já que a população volta a recorrer as queimadas para se livrar de sujeira. De acordo com nossa enquete, as multas podem ser a melhor solução para diminuir a queima de terrenos baldios na Capital.

Autores: Abner Veiga, Bruno de Oliveira e Mariana Scaramussa.