Mato Grosso do Sul enfrenta um desafio significativo em termos de igualdade de gênero na política municipal, com apenas sete mulheres ocupando o cargo de prefeitas entre os 79 municípios do Estado. Esse número representa meros 8% do total de cidades sul-mato-grossenses, conforme constatado em pesquisa conduzida pela equipe do Em Foco. O número revela a persistente sub-representação de mulheres no cenário político do Estado.

Entre as sete cidades com liderança feminina, ressaltam-se casos como o de Campo Grande, onde Adriane Lopes(PP) assume o papel de prefeita; Sidrolândia, governada por Vanda Cristina Camilo (PP); Jardim, sob a gestão de Cleidiane Areco (DEMOCRATAS); Naviraí, comandada por Rhaiza Matos (PSDB); Fátima do Sul, sob o governo de Ilda Machado (PSD); Águas Claras, liderada por Gerolina Alves (PSD), e Corguinho, com a prefeita eleita Marcela Ribeiro Lopes (PSDB).
Com exceção da Capital e Sidrolândia, as demais cinco prefeitas foram eleitas nas eleições municipais de 2020, com seus respectivos mandatos encerrando em 2024. A advogada Adriane Lopes (PP), anteriormente vice-prefeita de Marquinhos Trad (PSD), assumiu como a primeira prefeita de Campo Grande em abril de 2022, após a renúncia de Marquinhos para concorrer às eleições para o cargo de Governador do MS e ser investigado por escândalos sexuais.
Vanda Cristina Camilo (PP) tornou-se a primeira mulher a comandar o Paço Municipal de Sidrolândia desde a emancipação política do município de 59 mil habitantes, localizado a 81 km de Campo Grande. Sua eleição, em março de 2021, foi precedida pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral de realizar outra votação, pois Daltro Fiuza (MDB), vencedor anterior das eleições para o Governo Municipal de Sidrolândia, não atendia aos requisitos da Lei da “Ficha Limpa”.
O cenário de sub-representação feminina não se limita a Mato Grosso do Sul. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes às eleições municipais de 2020 revelam que, em todo o Brasil, apenas 651 prefeitas foram eleitas em comparação com 4.750 prefeitos homens. Isso representa aproximadamente 12% de mulheres nas prefeituras em todo o país, evidenciando a persistência dos desafios enfrentados pelas mulheres na política brasileira.