Na 1ª Semana Brasileira de Educação Midiática, estudantes do 4º e 6º semestre do curso de Jornalismo da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) realizaram oficinas sobre educação midiática na Escola Estadual Rui Barbosa, em Campo Grande, nesta quarta-feira(24/10). Ao todo, 42 alunos do ensino médio e fundamental participaram das discussões acerca de um ambiente digital mais seguro e confiável.

As oficinas, ministradas pela professora Inara Silva de Jornalismo com a ajuda de seus acadêmicos, abordaram o tema “Por Trás das Fake News” com o objetivo de preparar os adolescentes para o consumo responsável de informações em diversas plataformas de mídia, incluindo TV, internet e redes sociais.

Professora Inara Silva e acadêmicos do curso de Jornalismo

A docente e os acadêmicos mostraram aos alunos, através de dinâmicas de interação social, as diferenças entre fatos, opiniões e os alertaram sobre o fenômeno das “Fake News”, apontando quais são as suas consequências, como identificá-las e combatê-las.

Segundo Inara Silva, é fundamental que a educação midiática seja promovida no Brasil para que os brasileiros desenvolvam a capacidade de ler, interpretar e selecionar “informação de qualidade” com senso crítico. “A gente chama isso de saber fazer curadoria da informação que consome de forma crítica. Assim, eles não vão consumir conteúdos nocivos que possam prejudicar a própria vida e a vida de outras pessoas”, explica a jornalista.

Para o professor de sociologia Fabio Cezar Pereira da escola Rui Barbosa, as oficinas foram essenciais para trabalhar “uma visão da universidade” do tema com os jovens, os quais são os mais bombardeados pelas fakes news. “As oficinas saíram da questão teórica e trouxeram essa prática. Os alunos puderam entender como uma notícia chega até eles, se é verdadeira ou não. Eles com certeza vão aplicar isso no dia a dia”, assegura o sociólogo.

Ao final das atividades, a aluna Maria Eduarda dos Santos disse estar mais ciente das diferenças e pretende alertar a mãe que “cai em muitos golpes e fake news”. Já Gabriel Bastos, do 3° ano do ensino médio, afirmou que as práticas lhe proporcionaram uma noção melhor de como pesquisar a veracidade das notícias.